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2019, um ano de desafios na luta contra a mudança climática

31-12-2018

Tudo indica que o Chile será o país anfitrião da COP25. Veremos se quando se aproxime essa cimeira, as notícias e os indicadores são melhores em relação aos apresentados em Katowice, na COP24, organizada no passado mês de Dezembro. O relatório elaborado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (IPCC) assinala que a temperatura do Planeta aumentará 1,5 graus centígrados numa década a menos que se tomem medidas urgentes para reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2).


2018 foi um ano de crescentes evidências de que a mudança climática está a ter consequências cada vez mais graves, que vão desde as ondas de calor no Ártico até ao aumento do nível do mar e do incremento da acidez dos oceanos.

O objetivo principal da COP24 foi definir as regras que vão reger o Acordo de Paris, que entrará em vigor em 2020. Ainda assim, a cimeira, não esteve isenta de controvérsias, já que vários países questionaram algumas das investigações recentes sobre o clima.

 

Regras para cumprir com o acordo de Paris


O regulamento aprovado estabelece como monitorizar os planos nacionais de redução de emissões.

Atualmente há uma certa flexibilidade no caso de alguns países em desenvolvimento, visto que não contam com os recursos suficientes para levar a cabo uma análise detalhada sobre a evolução das suas emissões. Durante a COP alguns estados decidiram atualizar os seus objetivos nacionais de redução das emissões de dióxido de carbono (Contribuições determinadas a nível nacional o NDC) para 2020. Com ele vários dos países mais ricos fortaleceram os seus compromissos em matéria de luta contra o aquecimento global.

Não houve acordo no que diz respeito às regras para o estabelecimento de novos mercados de carbono, com o fim de eliminar a dupla contabilização de créditos de carbono negociados através das fronteiras. Portanto, o tema ficou adiado para a COP25. 

Os mecanismos de financiamento foram outro dos pontos sensíveis do acordo: finalmente a COP24 aprovou um aumento das ajudas. Assim, o Fundo de Adaptação contará com 129 milhões de dólares adicionais. Por outro lado, o Fundo Verde para o Clima acumula já 10.300 milhões de dólares



O papel da Humana na COP24


Uma pequena equipa da Humana People to People participou ativamente na cimeira realizada na Polónia. Este tipo de reuniões de alto nível permite à Humana fortalecer e ampliar contactos, identificar possíveis sócios e seguir as últimas tendências em temas relacionados com a luta contra os efeitos do aquecimento do Planeta. Durante a COP24 a equipa assistiu a eventos relacionados com o financiamento climático, sistemas alimentários resistentes e cadeias de valor, empreendedorismo ecológico, etc. Também mantiveram interessantes reuniões bilaterais com várias delegações nacionais africanas.

Por exemplo, participaram num encontro com a delegação do Ministério de Terras, Agricultura, Água, Clima e Assentamento Rurais de Zimbabué, com o seu Vice-ministro, Vangelis Peter Haritatos, no comando. O objetivo principal da reunião foi identificar as prioridades nacionais sobre as intervenções de mitigação e adaptação à mudança climática, assim como as oportunidades para aceder a fundos de dadores multilaterais como o Green Climate Fund.


Encontros bilaterais com Zimbabué, Angola e Botswana, respetivamente


Organizaram igualmente um encontro com António Manuel, Secretário Geral da Juventude Ecológica Angolana (JEA), a única ONG angolana acreditada pela CMNUCC – Convenção Marco de Nações Unidas sobre a Mudança Climática. JEA participou ativamente no desenvolvimento da Estratégia Nacional da Mudança Climática de Angola, apresentada na COP24. Durante a reunião, foram discutidas as necessidades das organizações da sociedade civil em Angola, assim como as possíveis áreas de colaboração entre ambas as entidades.

Outra das reuniões mantidas durante a cimeira foi com Tracy Sonny, da Coordenadora Nacional Rede de Mudança Climática de Botswana (BCCN). Durante o encontro, a equipa da Humana apresentou o trabalho que se está a levar a cabo tanto neste como noutros países da região, com especial foco nas ações tomadas pelos pequenos agricultores. Um claro exemplo é que o impulso das práticas de Agricultura Climaticamente Inteligente (CSA) nos Projetos dos Clubes de Agricultores. Por sua vez, Sonny destacou o trabalho de BCCN em temas de capacitação para o pessoal do Ministério do Meio Ambiente, Vida Selvagem e Turismo (MEWT), assim como a sua função de coordenação de diversos atores relacionados com a luta contra a mudança climática em Botswana.


A Humana esteve também presente numa interessante conferência de GACSA, a Global Alliance for Climate-Smart Agriculture, da qual a organização forma parte, e em diferentes eventos promovidos por organismos internacionais na vanguarda da luta contra a mudança climática, tais como o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o Fundo para o Meio Ambiente Mundial (GEF) e do Fundo Verde para o Clima (GFC).