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COP25: Chegou a hora da emergência climática

02-12-2019

A Humana estará presente na COP25 Madrid, que começa hoje e decorrerá até dia 13 de de dezembro.

Três especialistas em mudança climática, resiliência e agricultura sustentável da Humana People to People estão já credenciados para participar na Blue Zone da COP25.

A Blue Zone corresponde ao espaço administrado pela ONU no qual decorrerão as seguintes atividades:

  • Vigésima Quinta Conferência das Partes (COP25) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC)
  • Décima quinta reunião das Partes no Protocolo de Kioto (CMP15)
  • Segunda reunião das Partes do Acordo de Paris (CMA2)

‘Adaptation & Resilience for Small Scale Farmers’. 9 e 10 de dezembro. – Booth 12 – Exhibition área


‘Local Communities and Climate Change’. 11 de dezembro. 15:00-16:30 – OIF Pavilion’


Conferência a cargo de David Kerkhofs, Program Coordinator de Humana People to People

Título: Decarbonization in rural chineses schools. A replicable an innovative example.

Espaço: Fórum Sociedade Civil e Jovens

Data: 3 de dezembro

Horário: das 11h às 11h45

Código de Atividade: FSJ018

Mais info: https://www.miteco.gob.es/es/cop25/


NAMÍBIA E A LUTA CONTRA AS CONSEQUÊNCIAS DA MUDANÇA CLIMÁTICA

A Namíbia é um dos países que mais está a sofrer os efeitos do aquecimento global e desta emergência climática na qual estamos imersos. Caracteriza-se por um clima seco e com períodos de chuva irregulares; a mudança climática está a fazer com que se acentuem estas condições que por si só já são muito difíceis para a população. O país enfrenta uma seca desde 2013. Este ano, o governo declarou a situação de emergência por falta de chuvas, tendo em conta que um quarto da população se encontra sob um estado de insegurança alimentar, depois de 27 meses sem chover, tal e como informam os meios de comunicação locais.

A situação é de extrema gravidade, sobretudo no caso das pessoas que dependem das precipitações para os seus cultivos. Cada temporada sem chuvas significa uns seis meses com falta de aprovisionamento dos alimentos mais básicos. Desta forma, as famílias dos pequenos agricultores com rendas baixas ficam sem recursos para poder adaptar-se a esta terrível situação. Segundo o Programa Mundial de Alimentos e a UNICEF, 24% das crianças menores de 5 anos sofrem um atraso no seu crescimento, o que em parte reflete a gravidade da situação causada pela perda de cultivos básicos durante os últimos anos e o consequente deficit de alimentos nutritivos.

Nas regiões de Kavango Este e Oeste, a maioria da população depende da agricultura de sequeiro. Tradicionalmente receberam chuvas suficientes para poder cultivar, apesar de contar com um substrato pouco fértil. Porém, com a seca há aldeias que não viram nem uma gosta de chuva no espaço de três anos.

 

Reforçar a capacidade de resiliência frente à mudança

Em 2015, DAPP Namíbia, parceiro local da Humana People to People, iniciou um projeto cofinanciado pela União Europeia para reforçar a capacidade de resiliência frente a esta situação, aplicando o modelo Farmers Club da Federação Humana People to People. Desde então, o projeto já formou 700 agricultoras em técnicas de agricultura de conservação que se baseiam em aumentar o rendimento do substrato e melhorar a eficiência do uso de água. Cada uma das comunidades participantes criou uma horta comunitária, equipada com bombas de água alimentadas por energia solar, garantindo assim a provisão de água para os cultivos.

Como consequência da seca apenas conseguiram uma colheita suficiente de milho e grãos para alimentarem-se durante uns meses, apesar de adotarem técnicas de cultivo mais eficientes. Nestas circunstâncias, as hortas comunitárias resultaram ser essenciais para as famílias, que puderam poupar dinheiro que antes gastavam para comprar legumes, visto que agora os cultivam elas próprias. Em condições normais, poderiam até obter excedentes e vendê-los com o fim de reunir algum dinheiro. As participantes do projeto comentam que trabalhar de forma colaborativa aumentou a sensação de comunidade entre eles, apoiando-se mutuamente. Por exemplo, se uma mulher um dia não pode ir trabalhar para a horta, as suas companheiras cuidam da sua parte ou vendem os produtos em seu nome (no caso de ter obtido uma boa colheita). Este apoio é também um elemento vital face às condições tão duras que a comunidade enfrenta.

 

Bombas de água alimentadas por energia solar

Este projeto trata de preparar as famílias com uma fonte de recursos com os que enfrentar as condições mais adversas, tais como uma seca prolongada. Deste modo, podem adaptar-se a estas possíveis condições à medida que se produzem e diversificam a sua alimentação. Assim, a horticultura e uma economia mais colaborativa permitiram melhorar as suas vidas.

No final do período do projeto cofinanciado pela União Europeia, em agosto deste ano, 20 Farmers Club tinham instaladas bombas de água alimentadas por energia solar nas suas hortas comunitárias, o que permitiu obter melhores colheitas com abundantes vegetais. O objetivo é que enquanto cheguem as chuvas consigam excedentes cuja venda lhes permitirá ganhar entre 20 e 35 euros mensais. Importe que poderão destinar à educação dos seus filhos, compra de pequenos animais como cabras ou galinhas, pagamento de algum gasto médico ou aquisição de cereais para complementar a alimentação familiar.