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Um Ano depois do Ciclone Idai

12-03-2020

Na noite de 14 de março de 2019, Moçambique, Zimbabué e Malawi viriam a assistir aquela que foi considerada pela ONU como sendo "a pior tempestade de sempre no Hemisfério Sul", o ciclone Idai, o qual afetou mais de 2.6 milhões de pessoas. Em Moçambique, a região de Sofala e a cidade da Beira foram assoladas por cheias e ventos muito fortes que causaram centenas de mortos e milhares feridos. Hoje, assinala-se o aniversário desta catástrofe natural.

Moçambique é considerado o nono país com pior índice de desenvolvimento humano do mundo. Com rajadas de 220 km/h, Moçambique vivenciou um flagelo inigualável no ano passado, um furacão de categoria 4 que deixou milhares de habitantes desalojados e fez com que os agricultores perdessem de uma forma abrupta todas as colheitas do ano.  

Poucos dias depois do ciclone, a Humana pôs em marcha a campanha “Ajude Moçambique” com o fim de reunir fundos para a distribuição de roupa e alimentos, bem como para disponibilizar assistência médica e sistemas para tornar a água potável no seguimento do programa de ajuda de emergência iniciado pela ADPP Moçambique, sócia local da associação.  

Um ano após este fenómeno e com as inundações fortes do último mês, Moçambique ainda tem escolas sem telhado. Apenas se conseguiu reabilitar 10% das salas de aula do país. No entanto, os alunos das escolas da ADPP Moçambique, organização parceira da Associação Humana, já puderam assistir às aulas apesar do início do ano letivo ter sido adiado por uma semana.  

A organização local tem também prestado apoio às vítimas das cheias de fevereiro em Sofala, destinando produtos de primeira necessidade e fontes de renda a 1 900 famílias deslocadas, como resposta de emergência a esta crise humanitária.

O programa “Clube dos Agricultores” da ADPP Moçambique cujo objetivo é ajudar os pequenos agricultores a aumentar a sua produção e a melhorar os seus rendimentos, terminou o ano com um balanço positivo, não obstante terem se perdido todas as colheitas com o ciclone. Dados da organização demonstram que se anteriormente um agricultor produzia 1100kg/ha de arroz, atualmente produz uma média de 3500kg/ha, mais do triplo da produção inicial. 

De acordo com Emílio Pelena Vaia, Técnico Agrícola da ADPP Moçambique, o distrito de Nhamatanda, na província de Sofala, foi atingido de uma forma muito intensa, com a necessidade dos habitantes de abandonar as suas residências e buscar abrigo. Contudo, após a tragédia, a maior parte da população voltou para às suas povoações.

Atualmente, no primeiro aniversário do ciclone Idai, podemos observar que os habitantes das regiões mais afetadas já reconstruíram as suas casas e, embora toda a carência ainda sentida na zona, a força e determinação do povo moçambicano é um sinal da grande resiliência humana frente às maiores adversidades.