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Na Humana, o secondhand substitui a roupa nova em 93%

Nov 22, 2023 | Lojas, Reutilização

Um inquérito revelou que 93% dos clientes que compram um artigo nas lojas Humana deixam efetivamente de comprar um artigo similar, novo, numa loja clássica.

A Humana Portugal realizou um inquérito aos seus clientes, com o objetivo de avaliar a experiência em loja, assim como hábitos e motivações dos consumidores de moda secondhand. O inquérito decorreu entre julho e outubro de 2023 e contou com a participação de 986 pessoas.

Dos resultados obtidos, destacamos:

1. A taxa de substituição nas lojas Humana em Portugal é de 93%.

A taxa de substituição corresponde ao grau em que a compra de vestuário em segunda-mão substitui a compra de artigos novos similares. Com efeito, a compra de um artigo secondhand pode ser complementar à compra de um artigo novo semelhante, e não prevenir esse ato de consumo.

Gráfico taxa de substituição nas lojas Humana Portugal

O inquérito apurou uma taxa de substituição de 93%, o que significa que 93% dos clientes que compram um artigo na Humana deixam efetivamente de comprar um artigo similar, novo, numa loja clássica.
Esta taxa de substituição de 93%, ainda que relativamente alta, é coerente com outros estudos semelhantes. Um inquérito de 2022 promovido pela plataforma de venda online Depop junto dos seus clientes apurou taxas de substituição de 88% nos EUA, 90% no Reino Unido e 92% na Austrália.

Segundo um relatório da Confederação Europeia das Indústrias de Reciclagem (EuRIC) (janeiro de 2023) sobre a avaliação do ciclo de vida dos têxteis usados de origem europeia, a reutilização é melhor para o meio ambiente do que a produção de roupa nova e, na maioria dos casos, também melhor do que a reciclagem.
Quanto maior a taxa de substituição, maior o benefício ambiental gerado pela compra secondhand, sendo que, em média, o impacto ambiental da reutilização de têxteis é 70 vezes menor do que a produção de vestuário novo, mesmo quando contabilizado o impacto global das exportações para reutilização, incluindo as emissões de CO2 geradas pelo transporte.
Tudo isto demonstra que a peça de roupa mais sustentável é a que já foi fabricada e que a economia circular da moda começa pela reutilização. De notar que em 2022 as lojas Humana venderam cerca de 2,2 milhões de artigos secondhand.

2. Os clientes da Humana revelam preocupações ambientais e agem em conformidade

As razões mais invocadas para comprar na Humana são em primeiro lugar o benefício ambiental (73% dos inquiridos), logo seguido pelo valor estético das peças (72%).
47% dos inquiridos diz possuir um guarda-roupa composto maioritariamente por roupa de segunda-mão.
A doação, venda ou troca de roupa é um hábito muito prevalente entre os clientes (86% diz fazê-lo sempre ou frequentemente). Já o recurso a serviços profissionais para alteração ou reparação é infrequente ou inexistente para 67% dos inquiridos.

A ficha técnica e os resultados do inquérito Humana podem ser consultados em detalhe aqui.