A Humana recolheu 2.777 toneladas de vestuário e calçado usado em Portugal no ano de 2022, através da rede de 879 contentores distribuídos pelo país (com incidência na Área Metropolitana de Lisboa).
Estes totais representam um crescimento de 2,8% em relação a 2021, ano em que foram recolhidas 2.700 toneladas.
Os têxteis recolhidos foram encaminhados para gestores especializados em triagem seletiva. Cerca de um quarto dos materiais foi processado por organizações da rede Humana (Espanha e Bulgária), e os restantes três quartos tiveram como destino centros de triagem fora da Europa. As taxas de reutilização conseguidas pela Humana e seus parceiros continuam altas: 59% das peças são reutilizadas, sendo que 19% regressam a Portugal para revenda na rede de lojas Humana; os restantes 40% encontram clientes no mercado global. 33% dos materiais recolhidos foram encaminhados para reciclagem, e 8% foram considerados resíduos e encaminhados para aterro ou incineração.
As 19 lojas Humana (agora já são 20!) realizaram vendas recorde em 2022, com mais de 2,2 milhões de peças vendidas. Este número representa um crescimento de 83% em relação a 2021.
Os proveitos das atividades de reutilização e reciclagem são investidos pela Humana em projetos sociais, tanto a nível local como internacional. Em 2022, a Humana apoiou instituições sociais dos municípios em que está implantada com bens alimentares, equipamentos e vales de vestuário, atendendo às necessidades específicas das entidades beneficiárias. E continuou a apoiar a atividade dos seus parceiros de longa data na Guiné-Bissau e em Moçambique.
A atividade de gestão sustentável de têxtil realizada pela Humana constitui também um vetor de criação e manutenção de emprego verde. A Humana emprega atualmente 154 pessoas, o que corresponde a um posto de trabalho por cada 18 toneladas de têxtil processadas.
Segundo dados da APA – Agência Portuguesa do Ambiente, 3,49% dos resíduos urbanos recolhidos em Portugal em 2021 foram têxteis. Isto significa que mais de 185 mil toneladas de têxtil tiveram como destino o aterro ou a incineração. As quantidades recolhidas pela Humana e por outros gestores de têxtil não entram nestas contas. Não existem dados agrupados sobre a recolha seletiva de têxteis em Portugal, mas é certo que as quantidades são bastante inferiores às que acabam no lixo indiferenciado. A União Europeia impõe aos estados membros a obrigatoriedade de recolher seletivamente o têxtil a partir de 2025. Os municípios deverão, pois, dotar os seus territórios de infraestruturas e processos que garantam a operacionalização desse novo fluxo seletivo.
A presidente da Humana Portugal, Elisabeth Molnār, congratula-se com os resultados de 2022: «O forte aumento do interesse na moda secondhand em Portugal é uma excelente notícia para o ambiente», frisou, «porque prolongar a vida dos têxteis permite prevenir resíduos e poluição». No entanto, salienta Molnār, «há muito espaço para melhorar no que diz respeito à prevenção do resíduo têxtil. A Humana vai continuar a trabalhar nesse sentido com os seus parceiros públicos e privados».







