A Humana recolheu em 2025, 3.919 toneladas de têxtil usado através da rede de contentores espalhados por vários pontos do país (concentrados essencialmente na AML). O número representa um aumento de 2,19% em relação ao ano anterior.
Apesar do indicador positivo, a gestora têxtil anunciou recentemente a retirada de contentores de recolha das ruas, cessando diversos acordos com municípios, numa primeira resposta às dificuldades enfrentadas pelo setor do têxtil em segunda mão, com o objetivo de manter a sustentabilidade da sua atividade, afetada também pelo aumento dos custos associados aos processos logísticos e operacionais. Atualmente a Humana gere uma rede de 653 contentores concentrados essencialmente na Área Metropolitana de Lisboa (menos 435 do que no ano passado).

A venda de artigos atingiu também um resultado semelhante ao ano anterior: aproximadamente 2,8 milhões de peças secondhand vendidas em 2025, a mais de 1 milhão de clientes.
Apesar da crescente popularidade da moda em segunda mão, o alargamento da produção de fast fashion e ultra fast fashion tem vindo a afetar o setor, que vê a qualidade das peças rececionada perde qualidade e, por isso, com uma margem de reutilização mais curta e menos rentável. Os custos operacionais e logísticos, fruto da conjuntura atual, dificultam a margem de rentabilidade de que a gestão têxtil usufruía até então e que, no caso da Humana, é aplicada a projetos sociais.
Com a abertura de 3 novos espaços em 2025, a Humana opera atualmente em 24 lojas (em Lisboa e no Porto) no segmento família (que incluí têxtil-lar e roupa de criança) e vintage.
A taxa de reutilização do têxtil recolhido pela entidade de economia social ronda os 61%. Perto de 21% é vendido através da rede de lojas que gere, 40% reutilizado fora da Europa, sendo o restante destinado a outros recicladores, dentro e fora do espaço europeu.
Com a missão de dar uma segunda vida à roupa, com um objetivo solidário, a Humana canaliza os lucros das vendas para programas de apoio em Portugal e de sensibilização para as questões ambientais envolvidas na produção e consumo têxtil e projetos internacionais de apoio ao desenvolvimento que, no caso português, são operados pelas associações parceiras em Moçambique e Guiné-Bissau, em áreas como a educação, saúde, agricultura e desenvolvimento comunitário.







