A Humana publicou o Relatório Anual de Atividades referente a 2025.
A organização, que se dedica à gestão têxtil desde 1998 em Portugal atribuiu mais de 589 mil euros a 10 projetos de cooperação e dois fundos de emergência de apoio às vítimas das grandes secas provocadas pelo El Nino no Zimbabwe e às vítimas do ciclone Chido em Moçambique. Os projetos apoiados, em parceria com as ADPP’S Moçambique e Guiné-Bissau, incidem em áreas como a educação, saúde, agricultura sustentável e desenvolvimento comunitário.
Em apoio local, a Humana atribuiu mais de 34 mil euros aplicados em projetos em Portugal. Neste campo, a organização destaca o apoio direto concedido a instituições de solidariedade, seja em ações de formação e sensibilização para a importância de um consumo têxtil mais consciente, com é exemplo o projeto Oficinas do Vestir.
Neste relatório destacam-se ainda as toneladas de têxtil usado recolhido pela entidade em 2025: 3.919 toneladas, evitando a emissão de 23.906 toneladas de CO₂ para a atmosfera.
A venda de artigos atingiu também um resultado positivo: mais 2,8 milhões de peças secondhand vendidas em 2025, com mais de 1 milhão de clientes a visitar as lojas Humana, que assinalou 3 aberturas de novas lojas nesse mesmo ano: em Moscavide, Alcântara Vintage e Avenida Duque de Loulé, em Lisboa.
Como agente referência no tratamento têxtil em Portugal, 2025 foi um ano de repensar estratégias de recolha para dar resposta aos desafios que o setor enfrenta. 2025 ficou marcado por novas regras europeias que vieram transformar a dinâmica de recolha têxtil, pelo aumento dos custos operacionais e pela diminuição dos retornos, agravada por alterações na qualidade e quantidade de roupa produzida e por constrangimentos logísticos. Assim, a organização suspendeu ou restringiu algumas parcerias e reduziu o número de contentores, disponibilizando atualmente 826 equipamentos (a 31 de dezembro) – menos 256 do que em 2024.
A Humana gera ainda 1 posto de trabalho por cada 21 toneladas de têxtil recolhido. Só no ano passado, a organização de economia social empregava 192 funcionários.
Com a missão de dar uma segunda vida à roupa usada, a Humana canaliza parte dos lucros das vendas para programas de apoio local e de sensibilização para as questões ambientais envolvidas na produção e consumo têxtil e projetos internacionais que, no caso português, são operados pelas associações parceiras em Moçambique e Guiné-Bissau, em áreas como a educação, saúde, agricultura e desenvolvimento comunitário.







